Com essa canção inaugura-se uma das parcerias com mais êxito da música popular brasileira: a de Roberto e Erasmo Carlos. Apesar de não constar na lista de preferidas do repertório para o grande público, tem lugar especial na carreira da dupla, tendo o próprio Rei reconhecido nela a “moeda número um do Tio Patinhas” em sua longeva parceria com o Tremendão.
Com pinta subversiva no título, a canção apresenta os ingredientes básicos do nascente cancioneiro jovem-guardista: carros, velocidade, garotas e pitadas de ingênua rebeldia, tudo servido numa narrativa de encadeamento quase cinematográfico. Desde muito se sabe que os adversários dos excessos costumeiramente ocupam lugares de poder e isso vai de todo um regime político ao guardinha de trânsito da esquina. Roberto e Erasmo souberam ver/dizer isso nas micro-políticas do cotidiano.
Valendo-se de três acordes básicos do rock ‘n’ Roll, em pouco tempo a música Parei na contramão estava concluída. Foi gravada em setembro de 1963 e lançada dois meses depois, no segundo LP do rei, em 1963, nomeado Roberto Carlos. O disco tinha outra música que fez muito sucesso: Splish Splash, uma versão de Erasmo para um sucesso dos EUA.
Assista abaixo, uma versão da música feita para o especial de Roberto Carlos na Tv em 2001: